Jornal "O Coreto"
Eventos
Curiosidades
Links
Informações
Biblioteca Escolar
Outras Actividades
Facebook
Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor

livro_infanti_1O Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril, dia de São Jorge.
Esta data foi escolhida para honrar a velha tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas UMA ROSA VERMELHA DE SÃO JORGE (Saint Jordi) e recebem em troca, UM LIVRO.
Em simultâneo, é prestada homenagem à obra de grandes escritores, como Shaskespeare e Cervantes, falecidos em 1616, exactamente a 23 de Abril.
Partilhar livros e flores, nesta primavera, é prolongar uma longa cadeia de alegria e cultura, de saber e paixão pelo livro e pela leitura.

 

livro_infantilDaniel Pennac refere, no seu livro intitulado Como um Romance, "O verbo ler não suporta o imperativo. É uma aversão que compartilha com outros: o verbo «amar»... o verbo «sonhar»... É evidente que se pode tentar. Vejamos: «Ama-me!» «Sonha!» «Lê!» «Lê, já te disse, ordeno que leias!"
O resultado é que mesmo que a criança se esforce em se concentrar na leitura, não o consegue fazer, tudo a distrai, o seu pensamento voa entre as brincadeiras, o dia lindo que está lá fora, os amigos... tudo tem interesse, menos as letras impressas no livro que bailam diante dos seus olhos.
"Enquanto que a televisão, e até o cinema, se virmos bem... está lá tudo, não temos que fazer qualquer esforço, está tudo mastigado, a imagem, o som, o cenário, a música de fundo para o caso de não se entender a intenção do realizador(...)"
Na leitura, é necessário imaginar tudo isto... A leitura é um acto de criação permanente." (in "Como um Romance", Daniel Pennac).
Por esta razão os pais, encarregados de educação, os professores, os amigos, todos juntos, sem a criança notar, aos poucos, sem imposições, sem tempo marcado, vão despertando nela o gosto pela leitura.
Todo o livro que nos é imposto, que sabemos que o temos que ler obrigatoriamente, todos nós sentimos uma certa relutância em fazê-lo. Mas, se o livro for escolhido por nós, ou oferecido por um amigo, em qualquer momento, em qualquer lugar pegamos nele e aos poucos vamos lendo, uns mais devagar, outros são lidos apenas num serão, ou numa viagem de comboio, enfim onde sentirmos vontade e necessidade de o fazer.
Daniel Pennac no final do livro deixa-nos com "Os Direitos Inalienáveis do Leitor", que são os seguintes e que nos fazem pensar:

  1. O Direito de Não Ler;
  2. O Direito de Saltar Páginas;
  3. O Direito de Não Acabar Um Livro;
  4. O Direito de Reler;
  5. O Direito de Ler Não Importa o Quê;
  6. O Direito de Amar os "Heróis" dos Romances;
  7. O Direito de Ler Não Importa Onde;
  8. O Direito de Saltar de Livro em Livro;
  9. O Direito de Ler em Voz Alta;
  10. O Direito de Não Falar do Que se Leu.

O Instituto Português do Livro e das Bibliotecas sugere aos pais e encarregados de educação o seguinte:

  • Leve o seu filho a uma livraria e ofereça-lhe um livro;
  • Leve o seu filho a uma biblioteca municipal e ajude-o a requisitar um livro adaptado à idade;
  • Leia-lhe um livro, conte-lhe uma história.

Ajude o seu filho a descobrir o prazer da leitura.