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Ano Lectivo 2006/2007
"Foi na terça feira, dia 24 de Abril que fomos a Lisboa ver uma peça teatral, no Teatro Politeama, dirigido pelo encenador Filipe La Féria e que se chamava "O Principezinho".
Fui pesquisar mais informação na Internet sobre este "Principezinho" e descobri o seguinte:
"Antoine De Saint-Exupéry publicou pela primeira vez «O Principezinho» em 1943, quando recuperava de ferimentos de guerra em Nova Iorque, um ano antes de o seu avião Lockheed P-38 ter sido dado como desaparecido sobre o Mar Mediterrâneo, durante uma missão de reconhecimento. Mais de meio século depois, a sua fábula sobre o amor e a solidão não perdeu nenhuma força, muito pelo contrário: este livro que se transformou numa das obras mais amadas e admiradas do nosso tempo, é na verdade de alcance intemporal, podendo ser inspirador para leitores de todas as idades e de todas as culturas." ( Diogo Soares)
"(...) Na peça, vimos um senhor que teve de aterrar no deserto do Saara devido a avaria no motor do seu avião.
Enquanto tentava consertar a avaria, apareceu um menino, que lhe pediu para desenhar uma ovelha. Depois de várias tentativas, o senhor desenhou uma caixa e disse ao principeznho que a sua ovelha estava lá dentro. O menino aceitou a oferta, muito satisfeito.
O principezinho contou então que tinha vindo de um planeta muito pequenino. A terra do seu planeta estava cheia de sementes de embondeiro. Como o planeta era muito pequenino, não se podia deixar crescer aqulas árvores, pois as suas raízes rebentariam com o planeta. Assim, o principezinho precisava de uma ovelha para comer os embondeiros enquanto estes eram arbustos, ou seja, antes de se transformarem em árvores.
Passados uns dias, o principezinho mostrou que estava muito procupado: no seu planeta: no seu planeta vivia uma rosa muito especial.
Ela era muito especial para ele, porque ele sempre cuidara dela, sempre a protegera de todos os males, desde que ela tinha nascido. Como gostava muito dela, ela era única para ele. E quando ele levasse a ovelha para o seu planeta, a sua rosa corria perigo, pois poderia ser também comida pela ovelha. Então, o senhor cosolou-o, dizendo que ia desenhar um açaimo para a flor.
O principezinho contou ao senhor que um dia, tinha saído do seu planeta e tinha ido visitar os planetas que ficavam perto do seu.
No primeiro, vivia um rei muito autoritário. Só gostava de dar ordens e queria que todos lhe obedecessem.
No segundo planeta, vivia um vaidoso, que, apesar de viver ali sozinho, achava que todos o admiravam e que era o homem mais bonito, mais bem vestido, mais rico e mais inteligente daquela terra. O vaidoso apenas gostava de ouvir elogios.
No planeta seguinte, vivia um bêbedo. Este disse-lhe que bebia para se esquecer de que tinha vergonha de beber.
No quarto planeta estava um homem de negócios. Vivia um homem de negócios. Vivia atarefado a fazer contas e a pensar em ser cada vez mais rico.
O quinto planeta era o mais pequeno de todos. Só havia espaço, à justa, para um candeeiro e um acendedor de candeeiro. Este estava constantemente a acender e a apagar o candeeiro, porque o planeta girava muito rapidamente. O principezinho sugeriu-lhe uma maneira de poder descansar, mas ele não aceitou a sugestão, porque tinha de cumprir as instruções que lhe tinham sido dadas.
No sexto planeta vivia um geógrafo. Era um cientista que sabia onde ficava os mares, os rios, as cidades, as montanhas e os desertos, mas nunca tinha visto nada. Ele passava o tempo a escrever livros com as informações que os exploradores lhe traziam.
O principezinho descreveu-lhe o seu planeta e falou-lhe na sua flor, que ele tinha deixado sozinha e, pela primeira vez, sentiu-se arrependido de ter partido.
O principezinho achou que as pessoas que conhecera nestes planetas eram muito estranhas...
O sétimo planeta era a Terra. Aí encontrou uma serpente, que lhe disse que ele estava em África, no deserto e que, por isso, ele não via ninguém. Atravessou o deserto e, depois, de muito andar, apareceu uma raposa. Conversou com ela e encontraram-se nos dias seguintes.
A raposa ensinou ao principezinho como se criam os laços de amizade e que um amigo é sempre alguém muito especial. O principezinho percebeu então como a sua rosa era importante para ele e que ele era responsável por ela, porque nós temos de nos preocupar com os nossos amigos.
Foi depois disto tudo que o principezinho, ali no deserto do Saara, encontrou o senhor que tinha uma avaria no avião.
Depois de conversarem, o principezinho regressou ao seu planeta, para proteger a sua flor."
(João Bernardo Diogo)
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